Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, na vanguarda das novas tecnologias
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Desde o início do mês que a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, disponibiliza aos seus utilizadores um Catálogo Online. Com esta iniciativa é possível ter acesso a mais de 120 mil títulos para consulta, entre os quais livros, CD, DVD e periódicos
O desenvolvimento deste serviço surgiu há três anos, com a escolha do software mais adequado (Horizon), idêntico ao utilizado por várias bibliotecas nacionais, no sentido do acompanhamento do desenvolvimento das novas tecnologias. Foi mais um passo no adeus ao papel e, apenas um mês depois do serviço estar operacional, já se registaram mais de 50 novos leitores, e já foram emprestados mais de 600 livros.
O catálogo bibliográfico inclui os fundos da Biblioteca Municipal, das Bibliotecas de Praia e dos Pólos de Leitura, podendo os leitores, através do seu computador, ter acesso às novidades, ao horário, às normas do empréstimo e ainda as colecções especiais como Biblioteca Particular "Rocha Peixoto" e Fundo Local.
Manuel Costa, director da Biblioteca, refere que esta tem acompanhado o desenvolvimento das novas tecnologias, tendo sido uma das primeiras a nível nacional a ser informatizada. "Fomos evoluindo, os equipamentos foram-se tornando obsoletos e houve necessidade de modernizar os sistemas de pesquisa. Tudo o que temos na biblioteca está tratado em base de dados devidamente informatizados. O que nos faltava era ter o catálogo online" e acrescenta que a disponibilização deste serviço "representa uma verdadeira revolução no serviço principal que uma biblioteca presta, que é, para além de dar livre acesso a todos os fundos, permitir que o utilizador, de uma forma autónoma, possa saber o que temos e possa levar e trazer de uma forma rápida e confortável", já que a pesquisa e as reservas podem ser feitas em qualquer lugar com acesso à rede.
No mesmo sentido foi lançada também uma página da Biblioteca no Facebook, mantendo-se, assim, online e a partilhar informação com os utilizadores ao minuto. "O facto de estarmos online é muito importante porque a maior parte da informação que as pessoas hoje recolhem é na internet e nas redes sociais", defende Manuel Costa.
A ideia da informatização e disponibilização da informação online partiu do mandato de Manuel Lopes, adepto das novas tecnologias, sendo na altura, a biblioteca da Póvoa, uma das primeiras a ter site na Internet para divulgar as actividades e dar acesso às informações. "Era um sonho de Manuel Lopes", recorda Manuel Costa, apontando as potencialidades: "é amigo do ambiente e podemos ver em qualquer sítio, hora, pesquisar sobre tudo o que existe".
Produção de conteúdos online é o próximo passo
Não obstante ter disponibilizado agora este moderno serviço, já se pensa no próximo passo, que consiste em associar conteúdos online, trabalhando directamente no digital. No mesmo sentido, está já a ser projectada a disponibilização da imprensa poveira online. Estes são os projectos para os próximos anos, segundo revelações de Manuel Costa.
Utentes encaram serviço de forma positiva
Fernando Souto confessou ser um utilizador assíduo da Biblioteca Rocha Peixoto e revelou que consultou este novo serviço por curiosidade. "De facto é algo a pensar no futuro. A biblioteca, apesar de conter o passado, tem também presente e futuro. Acompanha os desenvolvimentos e está com perspectivas de futuro".
O utente sublinha que o serviço é acessível do ponto de vista mental e de poupança de meios, e se evitam visitas à biblioteca em vão. "Temos de nos deslocar fisicamente mas podemos consultar antes para saber se existe o livro, se está requisitado, ou quando estará disponível".
Como utilizador frequente da imprensa local, para Fernando Souto, esta é uma grande vantagem porque "não se estraga o documento, não nos sujamos e temos uma facilidade em recorrer a cópias".
Lurdes Adriano, uma das dinamizadores do projecto, revelou que este resulta de um grande esforço da parte da equipa, referindo que certos procedimentos tiveram que ser totalmente remodelados.
No mesmo sentido, a bibliotecária defende que agora é possível traçar perfis específicos dos utilizadores, pois "este sistema permite perceber, com rigor, quais são os livros mais requisitados, as áreas de maior interesse para os utilizadores, podendo-se desocupar estantes pouco requisitadas com livros novos e novidades de interesse para os leitores". Ao mesmo tempo, é possível saber o número de empréstimos, de utilizadores que fizeram pedidos, assim como quais são os livros mais requisitados.
Biblioteca Pública Municipal do Porto disponibiliza biblioteca sonora digital para cegos e amblíopes
segunda-feira, janeiro 02, 2012
A Biblioteca Pública Municipal do Porto criou recentemente um novo serviço dirigido a cidadãos com deficiência visual. Trata-se da Biblioteca Sonora Digital que consiste num repositório eletrónico, acessível em linha, de "livros falados" ou áudio livros.
O acesso à Biblioteca Sonora Digital é gratuito, mas limitado a portadores de deficiência visual (cegos e amblíopes). As obras são disponibilizadas em formato áudio digital e podem ser pesquisadas através do Catálogo Público de Acesso em Linha das Bibliotecas Municipais do Porto.
Actualmente estão já disponíveis algumas dezenas de obras em suporte digital, estimando-se que, até ao final de Março, possam ser disponibilizados cerca de 500 títulos, perfazendo um total de mais de 2.500 horas de gravação.
A Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro, foi inaugurada dia 10 de Setembro.
quarta-feira, setembro 16, 2009
A Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro, foi inaugurado dia 10 de Setembro. A Biblioteca integrante da Rede Nacional das Bibliotecas Públicas (RNBP) tem um tipologia BM1 eestá organizada em duas zonas distintas, sendo que o piso zero é destinado ao público infanto-juvenil, onde estão expostos livros e documentos de livre acesso. No piso superior encontram-se obras de referência que podem ser requisitadas e consultadas. A biblioteca possui salas de leitura para adultos e infanto-juvenil, sala de animação infantil, sala polivalente destinada à realização de exposições, colóquios, encontros com escritores, etc. A componente multimédia tem um lugar de destaque com 23 postos de Internet, um local privilegiado para a informação e pesquisa, onde se pode, mesmo, fazer a digitalização e impressão de documentos e livros. A infra-estrutura está apetrechada com as mais recentes tecnologias de informação e multimédia, disponibilizando a investigadores e alunos um conjunto de livros e publicações que ajudarão, certamente, na formação académica e científica de cada um.
A biblioteca vai albergar o espólio do escritor local Trindade Coelho (1861-1908), considerado, por muitos, o maior autor nacional do conto rústico. O novo e moderno equipamento dispõe de uma sala com 70 metros quadrados devidamente climatizada e organizada, onde todo o património cultural ficará devidamente depositado de forma a poder ser consultado pelos investigadores. O espólio esteve até agora no Museu Abade de Baçal, mas um acordo entre a Câmara Municipal de Mogadouro e o Instituto dos Museu e Conservação permite que seja transferido para um espaço próprio na nova Biblioteca. No futuro um dos objectivos é criar um centro de estudos trindadianos, dedicado a projectar o autor e a sua obra. Recorde-se que a biblioteca ostenta o nome do escritor, sendo esta uma forma de homenagear o autor que marcou a literatura do início do século XX”, através de obras emblemáticas como “Os Meus Amores” ou “In Illo Tempore”.
A nova biblioteca custou cerca de 1,4 milhões de euros sendo financiada em 50 por cento por fundos provenientes da Administração Central. De traça contemporânea, o moderno edifício está situado num local privilegiado da vila e inserido num conjunto de outros equipamentos, como a Casa das Artes e Ofícios, uma zona verde e anfiteatro ao ar livre, um conjunto de obras orçado em mais de cinco milhões de euros, financiados através de contrato programa da Acção Integrada do Vale do Côa (AIBT-Côa).
Esta nova biblioteca, integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, com um tipologia BM3 é um espaço de cultura e convívio, que se quer partilhado por todos. Além da normal actividade de uma biblioteca – disponibilização de periódicos, sala de leitura e multimédia, pretende-se igualmente reforçar uma actividade que vinha já sendo desenvolvida na antiga Biblioteca Municipal: a promoção de actividades, principalmente junto dos mais novos, que promovam o gosto e o interesse pela leitura e pelos livros.
Na mesma ocasião, e no mesmo local, é inaugurada a exposição colectiva de escultura ao ar livre EsculturaLivre. Esta mostra, que se irá manter até ao dia 31 de Dezembro, é mais uma aposta na promoção da cultura, trazendo-a junto das pessoas, e conta com grandes nomes do panorama artístico nacional e internacional.
No interior da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, será inaugurado o Painel de Azulejos de Manuel Cargaleiro e a exposição “Fernando Piteira Santos – Português, Cidadão do Século XX”.
PROGRAMA: 17h30
Concentração junto da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Av. Conde Castro Guimarães (Frente à Academia Militar). Recepção aos convidados, com o Grupo de Djambé da Escola Intercultural; Visita à exposição “Escultura Livre – Amadora 2009”.
17h45 O Grupo Toca a Rufar, abre caminho às crianças das escolas da zona e de outros leitores que trazem livros da velha Biblioteca. Entrada das crianças na Biblioteca, seguidas pela comitiva: Piso -1 (espaço Infantil); Piso 0 (Recepção) (Inauguração do Painel de Azulejos de Manuel Cargaleiro e exposição alusiva a Piteira Santos); Pisos 1 e 2 (área especializada de BD e Fundo Piteira Santos).
18h00 Discursos de Inauguração.
18h30/19h00 Concerto pela Orquestra Geração, no Grande Auditório da Academia Militar; Beberete
SOBRE A BIBLIOTECA:
Tipo: BM3
Fundo documental que conta com 85.000 documentos, sendo cerca de 5500 documentos multimédia (CD's, videocassetes, DVD's e CD-ROM's).
345 lugares sentados para leitura, consulta e utilização das novas tecnologias.
Sectores por piso: - Sector Infantil e Juvenil; sala do conto; espaço para ateliers (Piso -1) - Sector de Recepção e Atendimento; Empréstimo domiciliário; Leitura de Periódicos; Cafetaria; Espaço Internet; WC equipado com fraldário; Auditório (Piso 0) -Sector de Adultos (Piso 1) - Sector de Fundos Especiais (Piso 2)
Valências:
Auditório: Com 81 lugares e equipado com sistema de som, de vídeo e de audioconferência.
Espaço expositivo: Possui áreas para exposições.
Recepção e atendimento: 4 Balcões de atendimento nos 4 pisos, com serviço de referência, de informações e de apoio e acompanhamento dos leitores.
Fundos: - Fundo adulto e infantil - Fundo multimédia - Fundo Local: Que reúne um conjunto de documentos essenciais para o estudo da nossa região, quer a nível global quer particularizando cada freguesia. - Fundos documentais especiais: Fundo de Banda Desenhada e Fundo Piteira Santos
Serviços: Catálogo informatizado: catálogo informatizado disponível on-line para pesquisa de documentos pretendidos.
Serviço Empréstimo Domiciliário: Um dos principais serviços prestados pelas Bibliotecas que reside no empréstimo de livros, CD's, videocassetes, DVD's e CD-ROM's, para o qual o utilizador apenas necessita de obter (gratuitamente) um cartão de utilizador.
Serviços de Promoção da Leitura: Um conjunto de actividades que visam o incentivo à leitura para crianças, jovens e adultos.
Serviço de informação à Comunidade: Que presta informações que vão desde o acesso ao ensino superior à toxicodependência, horários de transportes, horários e moradas de Serviços Públicos no Concelho, etc.
Serviço Informático: Com 25 computadores multimédia para uso de CD-ROM's, aplicações do MSOffice, scanner, impressora a cores e acesso à Internet.
2 Computadores para pessoas com necessidades especiais
Serviço de Audiovisual: Com equipamentos para visualização e audição de DVD’s; CDI’s; CD’s áudio.
Serviço de Fotocópias (pagas) em sistema de Self-Service.
Serviço de Cafetaria (a disponibilizar futuramente)
Biblioteca Adriano Moreira será inaugurada a 17 de Junho em Bragança
sexta-feira, junho 12, 2009
A Biblioteca Adriano Moreiraserá inaugurada a 17 de Junho, às 10h30, em Bragança, com a presença de Cavaco Silva, Presidente da República.
Nesta nova biblioteca transmontana estará disponível o espólio (destaque para as obras de Ciência Política) de Adriano Moreira (n. 1922), professor universitário, ex-ministro e antigo líder do CDS. O político, académico e jurista nasceu em Grijó, uma aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, mas foi Bragança a escolhida para guardar o seu acervo bibliotecário, condecorações, diplomas e atribuições honoríficas.
O material doado tem estado guardado até ao momento no antigo Colégio dos Jesuítas. de Bragança. A Biblioteca Adriano Moreira integrará um conjunto de equipamentos culturais localizados no centro histórico da cidade, nomeadamente três bibliotecas públicas, cinco museus e conservatório de Música e Teatro municipais.
Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, Almada, é inaugurada dia 23 de Maio.
quinta-feira, maio 21, 2009
No dia 23 de Maio, pelas 17h30, é inaugurada a Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, Almada. Um equipamento marcado por um painel de 14 mil azulejos do Mestre Querubim Lapa.
Muitas valências
No piso 0 encontra-se a área de atendimento ao público, uma sala polivalente, uma loja, uma zona para o empréstimo domiciliário e ainda uma área para consulta de periódicos (jornais e revistas). Neste piso, tirando partido da proximidade um plano de água, existe também uma cafetaria/bar.
Subindo ao Piso 1, encontram-se as áreas destinadas aos mais novos, repartidas pelo sector infantil e sector juvenil, além de salas para ateliers e para a “hora do conto”. Uma zona privilegiada da biblioteca, tendo em conta a existência de várias escolas num raio de 1 km, com cerca de 10 mil alunos.
O Piso 2 é constituído pela sala de leitura geral, áreas de consulta local e ainda por uma área de consulta multimédia.
Um marco na arquitectura do concelho.
O edifício da nova biblioteca, no Centro Cívico do Feijó - Rua da Alembrança, representa um marco na arquitectura do concelho, estando integrado no conjunto mais vasto que compõe o Centro Cívico do Feijó. A autoria é do arquitecto João Lucas, técnico da Câmara Municipal de Almada.
Junto à biblioteca foi construída uma Casa de Chá, as novas instalações da Junta de Freguesia do Feijó, já em funcionamento, e uma ampla praça pedonal. Ainda nesta área a Câmara Municipal de Almada disponibilizou um terreno para a construção do centro de saúde do Feijó.
Arte em 14 mil azulejos A autarquia encomendou a Querubim Lapa um painel de azulejos que reveste toda a base deste equipamento. Um desafio que este mestre da pintura aceitou ao produzir, à mão, 14 mil azulejos, ocupando uma superfície de quase 600 m2. Para Querubim Lapa, a sua obra pretende transmitir a ideia da Casa do Livro, páginas abertas à espera de serem lidas, que nos guiam até ao interior da Biblioteca.
A razão do nome Com a atribuição do nome do Prémio Nobel da Literatura a esta Biblioteca, a Câmara Municipal de Almada pretende, desta forma, homenagear o papel que José Saramago tem desempenhado na promoção da literatura portuguesa. O anúncio do nome foi feito pela presidente da Câmara Municipal de Almada, a 2 de Junho de 2008, aquando da visita ao concelho de José Saramago em que assistiu à representação da peça “Que farei com este livro”, escrita expressamente por Saramago para a Companhia de Teatro de Almada, e que estreou em 1980.
Investimento municipal A construção desta biblioteca insere-se na estratégia da Câmara Municipal em dotar o concelho de várias centralidades, estabelecendo novos pontos de encontro e de reunião dos cidadãos. É o que se pretende com o Centro Cívico do Feijó. O investimento da autarquia na Biblioteca ascende aos 2,1 milhões de euros.
Espólio de Pessoa em vias de ser classificado como Tesouro Nacional
quarta-feira, abril 22, 2009
O espólio de Fernando Pessoa encontra-se já em fase de classificação, tendo a Biblioteca Nacional (BN) considerado que se trata de material com valor de "Tesouro Nacional".
Essa conclusão foi publicada em Diário da República, dia 17 de Abril, decorrendo agora o prazo de 20 dias úteis para que todos os interessados se pronunciem. Após essa data, recordou Jorge Couto, director da BN, «será elaborado o projecto de documento - classificação como bem nacional ou como tesouro nacional - que o Ministério da Cultura [MC] submeterá a Conselho de Ministros, seguindo-se a promulgação do Presidente da República».
A BN tem em sua posse «mais de 27 mil documentos», incluindo um lote que foi a leilão em 2008 e sobre o qual o MC exerceu direito de preferência, com um apoio da REN de cerca de 150 mil euros. «Na posse de particulares há cerca de uma centena de documentos e os herdeiros têm alguns milhares de folhas», adiantou Jorge Couto. Após a classificação nenhum desse material poderá ser exportado, só saindo do país (para exposições, por exemplo) com autorização da BN.
Lançamento da Biblioteca Digital Mundial da UNESCO e 32 instituições parceiras (entre as quais a Biblioteca do Congresso e a Biblioteca Alexandrina)
segunda-feira, abril 20, 2009
"Organizada pela Unesco e 32 instituições parceiras, Biblioteca Digital Mundial (BDM) oferece acesso livre e gratuito a materiais únicos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo. BDM também será apresentada em português.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e 32 instituições parceiras lançam na terça-feira (21/04) a Biblioteca Digital Mundial (BDM), uma página na internet que oferece gratuitamente materiais culturais únicos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo. A página será apresentada nas seis línguas da ONU e também em português, graças à participação do Brasil como parceiro fundador.
Os conteúdos que serão exibidos incluem, entre outros, manuscritos científicos árabes da Biblioteca e Arquivo Nacionais do Egipto; a famosa Bíblia do Demônio do século 13, da Biblioteca Nacional da Suécia; trabalhos de caligrafia árabe, persa e turca de coleções da Biblioteca do Congresso dos EUA e fotos históricas cedidas pela Biblioteca Nacional do Brasil.
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos propôs à Unesco a criação da BDM pela primeira vez em 2005. Para desenvolver o projecto, a equipe da biblioteca norte-americana contou com assistência técnica da Biblioteca Alexandrina de Alexandria, no Egipto.
Bibliotecas nacionais e instituições culturais e educacionais do Brasil, China, França, Japão, México, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e diversos outros países contribuíram com conteúdos e expertise para formar a BDM.
Expandir o conteúdo não-ocidental na internet
A Fundação Biblioteca Nacional explica que um dos objetivos da BDM é expandir o volume e a variedade de conteúdos na internet de forma a prover recursos a educadores, pesquisadores e ao público em geral, além de capacitar instituições parceiras a reduzir a exclusão digital entre os países e dentro deles.
Segundo a Unesco, em muitos países em desenvolvimento pouco tem sido feito para digitalizar coleções e disponibilizá-las na internet. O resultado é que a distribuição de material digital é irregular no que tange a regiões geográficas, culturas, línguas e tipos de instituição.
Outro motivo apontado pela Unesco foi a dificuldade de procurar e encontrar conteúdo semelhante em diversas línguas na web. Muitos recursos de busca e navegação, que pessoas jovens estão acostumadas a encontrar em sites comerciais, ainda não são oferecidos por páginas culturais e educacionais na internet, mantidas por bibliotecas, arquivos e outras instituições culturais.
A Unesco informa que os principais objetivos da BDM são promover a compreensão e a consciência internacional e intercultural, bem como expandir o conteúdo não-ocidental na internet. Segundo a Unesco, outro objetivo de médio prazo é oferecer conteúdo em línguas faladas por grandes parcelas da população mundial, como o hindu, japonês e o alemão.
Patrimônio cultural de diferentes países
Com cartas, fotos e mapas digitalizados, entre outros documentos, a BDM funcionará em árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol, mas terá conteúdos em vários outros idiomas.
Descrições de cada item e vídeos elaborados por curadores especializados contextualizarão os conteúdos com o objetivo de provocar a curiosidade dos usuários e incentivar estudantes e público em geral a saber mais sobre o patrimônio cultural de diferentes países, explicam os organizadores.
Do Brasil, segundo a Fundação Biblioteca Nacional, foram enviados para esta primeira fase da Biblioteca Digital Mundial 1,5 mil mapas raros dos séculos 16 a 18, além de 42 álbuns com cerca de 1,2 mil fotografias pertencentes à Coleção Thereza Christina Maria, doada pelo imperador D. Pedro 2° à Biblioteca Nacional.
Arquivos digitalizados dos patrimônios da humanidade do Programa Memória do Mundo da Unesco, à qual pertence a coleção de fotografias do imperador, também fazem parte do acervo da Biblioteca Digital Mundial.
Autor: Carlos Albuquerque Revisão: Augusto Valente
Ministério da Cultura exerce poder de compra, mercê ajuda de mecenato, sobre espólio de Fernando Pessoa. Espólio já se encontra na Biblioteca Nacional
quinta-feira, dezembro 11, 2008
"Os 14 lotes do espólio de Fernando Pessoa, de um conjunto recentemente leiloado, já se encontram na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), depois de o Ministério da Cultura ter exercido o seu direito de preferência.
A compra, no valor de maisde 158 mil e 538 euros, foi feita graças ao contributo mecenático da REN - Rede Eléctrica Nacional.
Numa conferência de Imprensa, ontem realizada na BNP, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, especificou que os documentos adquiridos "foram aqueles que, de acordo com indicações de peritos da própria BNP, foram classificados como relevantes".
Os lotes em causa faziam parte de um conjunto de 39 que, a pedido da família do poeta, foram a leilão em Lisboa, no passado dia 13 de Novembro. O leilão, logo objecto de acesa polémica, acabou por se realizar. Segundo o ministro da Cultura foi a própria família do poeta que manifestou interesse em que o Estado assegurasse o direito de preferência. Pinto Ribeiro adiantou que, por razões de segurança e cautela, «entendeu-se por bem que se deveria classificar todo o património do poeta com interesse bibliográfico».
O ministro admitiu que, entre os lotes entretanto retirados do leilão, «há alguns com documentos classificados ou em vias de classificação».
Depois de a BNP ter indicado quais os documentos que deveriam ser adquiridos, o processo foi concretizado estando agora sob os seus cuidados. Irá inventariar, tratar e digitalizar os documentos em causa, disponibilizando-os depois ao acesso público através da sua página na Internet.
O ministro recordou que a BNP «tem guardado o espólio de muitos dos grandes autores portugueses. Ainda recentemente as famílias de José Cardoso Pires e de Jorge de Sena doaram todo o espólio destes autores para que aqui ficasse depositado ».
Agora, no caso da aquisição de documentos de Fernando Pessoa, que deste modo vão engrossar o acervo já existente, desde 1969, na BNP, há a destacar, segundo Jorge Couto, director da instituição, um valioso conjunto de manuscritos entre os quais os constantes no Lote 39, que dizem respeito a um célebre caso que na época encheu páginas de jornais, referentes ao mágico Aleister Crowley . O dossier, com mais de 300 folhas, é muito diversificado e inclui textos de Pessoa para a redacção da novela inacabada com projecto de título "The Mouth of Hell" e tradução do próprio de "The last spell" (O último sortilégio), e textos sobre o suposto suicídio de Aleister Crowley na Boca do Inferno (Cascais).
Google Book Search passa a disponibilizar também artigos de revistas não académicas
O Google começou a acrescentar revistas ao seu projecto “Google Book Search”, a sua biblioteca de livros digitalizados e disponíveis online.
O Google começou a digitalizar a cores milhões de páginas de revistas norte-americanas. «Até ao momento já digitalizámos mais de um milhão de artigos de edições passadas de revistas com títulos do mais diverso conteúdo, desde Saúde Masculina a Baseball», acrescenta a nota.
Os artigos de publicações americanas como "New York Magazine", "Popular Mechanics" ou "Popular Science" estão disponíveis só no “Google Book Search”, mas o Google espera poder oferecê-los no futuro no site de pesquisa geral.
O serviço faz parte de um acordo entre o Google e dúzias de editoras que decidiram abrir seus arquivos ao motor de pesquisa e em retorno receberem a receita pela publicidade que o google insere junto aos artigos.
Biblioteca Nacional de Portugal entrega conjunto de publicações impressas à Biblioteca Nacional de Angola
quarta-feira, dezembro 10, 2008
A Biblioteca Nacional de Portugalentrega dia 11 de Dezembro, em Luanda, um conjunto de publicações impressas, entre jornais diários do Governo português, de 1778 a 1986, e livros, à Biblioteca Nacional de Angola (BNA), no âmbito de um protocolo de colaboração das duas instituições assinado em 2006.
Durante a cerimónia a empresa ESCOM vai entregar à BNA um leitor de microfilmes avaliado em cinquenta mil dólares. Este equipamento vai permitir a consulta de um conjunto de jornais microfilmados no âmbito do projecto "Memórias de Angola", que visa a recuperação, por parte da BNA, mediante cópias digitais e microfilmes, dos documentos relativos a Angola, existente na instituição. Foram, ao longo de 2007, microfilmados os jornais ABC, Angola Norte, a Civilização da África Portuguesa, Comércio de Angola, Comércio de Benguela, a Província de Angola e Última Hora.
Biblioteca itinerante "Bibliomealhada" já circula no concelho da Mealhada há mais de um ano
terça-feira, dezembro 09, 2008
No dia 5 de Novembro de 2007 teve ínicio o projecto “Bibliomealhada”, a biblioteca itinerante do município da Mealhada. Trata-se de um autocarro transformado em biblioteca que faz chegar livros, jornais, revistas, CD’s, DVD’s e Internet a todas a povoações do concelho, promovendo assim a igualdade de oportunidades no acesso à cultura, e a sua inclusão na sociedade da informação.
O autocarro original, com 50 lugares, foi transformado pelos funcionários da autarquia (que idealizaram o projecto) numa biblioteca móvel que percorre há mais de um ano as oito freguesias do concelho, com o propósito de levar a todos os cidadãos do município as obras e alguns serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada. O “Bibliomealhada” conta com uma zona para ler e ouvir música, um pequeno anfiteatro para se assistir a um filme ou documentário e uma área equipada com computadores, com acesso gratuito à internet. Para além de promover a leitura junto dos munícipes de diferentes faixas etárias do concelho, possibilita assim a aprendizagem das novas tecnologias da informação. O empréstimo domiciliário contempla até um conjunto de três livros, um CD e um DVD.
A responsável pela Biblioteca Municipal da Mealhada, Manuela Soares, garante que «o balanço deste ano é extremamente positivo». O Bibliomealhada, que percorre vinte e cinco lugares de paragem, por todo o concelho, tem na actualidade cerca de quinhentos novos leitores desde a sua inauguração. Os utilizadores da Biblioteca Municipal da Mealhada, já com cartão, usam o mesmo cartão no bibliomóvel.
Gisela Ferreira, técnica da biblioteca, revela alguns dados curiosos do público do bibliomóvel: «As crianças quase sempre requisitam o número máximo de documentos que podem levar, isto é, três livros, um CD e um DVD. Os adultos requisitam mais literatura estrangeira e livros temáticos. A Hora do Conto é bastante frequentada por crianças. Já os idosos recorrem mais ao visionamento de filmes antigos portugueses no pequeno anfiteatro do bibliomovel. Os dois postos de internet são bastante procurados pelos mais novos, mas também por alguns adultos». “As Escolas Básicas 1 e Jardins-de-Infância recebem, todos os meses, uma mala com os ‘Livros em Viagens’, um conjunto de livros sobre determinada temática. Essa mala permanecernesse espaço até a Bibliomealhada voltar a lá passar, levantar essa mala e deixar outra, com livros sobre uma nova temática, e assim sucessivamente. Esta é a forma da Biblioteca Municipal da Mealhada promover a leitura no concelho, mediante o protocolo assinado com o Plano Nacional de Leitura. Os lares e centros de dia recebem também os ‘(A)braços da Biblioteca Municipal’ que são cestas com livros, DVD e CD”, disse ainda Gisela Ferreira.
«Os objectivos foram mais do que cumpridos. ‘Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé’, foi este o lema que seguimos e já vimos que resulta. Neste caso, os livros, os CD, os DVD e a internet vão às pessoas, às suas terras e às escolas. É um projecto que facilita o acesso dos munícipes aos serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada e, no fundo, à cultura. Tem tido muita aceitação por isso!», conclui Carlos Cabral, presidente da autarquia.
O autocarro passa nas sedes de freguesia do concelho, no seguinte horário semanal:
Segunda-feira - Pampilhosa (14h30 às 17h00)
Terça-feira - Vacariça (10h00 às 12h30) ; Luso (14h30 às 17h00)
Quarta-feira - Ventosa do Bairro (10h00 às 12h30) ; Antes (14h30 às 17h00)
Quinta-feira - Casal Comba (10h00 às 12h30) ; Barcouço (14h30 às 17h00)
Fontes: Texto: Câmara Municipal da Mealhada e Jornal da Mealhada Fotos: Câmara Municipal da Mealhada
A Biblioteca Municipal Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, de Celorico de Basto possui no momento cerca de 134 mil livros. Como a população no momento no concelho é de cerca de 19 800 habitantes isso dá 6,7676(76) livros por habitante. Depois de Lisboa, Coimbra, Porto, Mafra, Évora, Braga, Angra do Heroísmo e Funchal ajuízo que será o concelho com maior média deste tipo. E a biblioteca possui mais de 6 mil utilizadores inscritos. Grande parte dos livros foram doados pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa ou seus amigos.
Outras bibliotecas do país, menos apetrechadas para o universo de pessoas que servem, têm requerido ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que também lhes envie livros, mas praticamente tudo o que o Prof. doa vai para a Biblioteca M. de Celorico de Basto.
(uma pilha alta de livros chama a atenção. Cinco pilhas mais baixas de livros já passam (mais) despercebidas)
Biblioteca Municipal de Valença tem meio milhar de utentes galegos inscritos
Um em cada quatro dos que requisitam livros é espanhol, daí a aposta em publicações galegas
A Biblioteca Municipal de Valença é cada vez mais procurada por espanhóis, nomeadamente galegos. Mas os valencianos também podem requisitar livros em Tui, graças a uma parceria entre as duas autarquias.
A Biblioteca Municipal de Valença tem, actualmente, meio milhar de utentes galegos inscritos, oriundos na sua esmagadora maioria de Tui e localidades vizinhas mais próximas da fronteira. Num universo de 2184 de registos de pessoas que utilizam os serviços da biblioteca e requisitam livros a título de empréstimo, 472 são residentes na Galiza, quase 25 %.
A crescente procura dos galegos por aquele espaço, a que se associa também a deslocação do Bibliomóvel de Valença (serviço de biblioteca itinerante destinado principalmente a crianças e jovens) uma vez por mês ao outro lado da fronteira, deu origem a uma parceria com o Ayuntamiento de Tui, com o objectivo de os portugueses poderem também usufruir livremente da biblioteca pública daquela localidade galega.
«Este intercâmbio vem reforçar a afirmação e o conhecimento da literatura portuguesa na Galiza, bem como proporciona aos valencianos um contacto, mais próximo, com a vasta produção literária da Galiza», considera o presidente da Câmara Municipal de Valença, José Luís Serra, cuja posição encontra eco nos seus parceiros de Tui.
O Conselheiro da Cultura Tudense, Moisés Rodríguez Pérez, entende que "esta medida sublinha o novo carácter empreendedor da biblioteca tudense que tenta abrir novos espaços de promoção da leitura e de aproximação às diversas sensibilidades culturais que existem na nossa cidade", disse ao JN.
Fruto da dinâmica que se vem cimentando entre as referidas duas unidades públicas portuguesa e galega, e para dar resposta à procura crescente dos galegos pelos seus serviços, a Biblioteca Municipal de Valença vem somando ao seu espólio publicações em galego.
Segundo dados a que o Jornal de Notícias teve acesso, a Biblioteca de Valença tem, actualmente, disponíveis para consulta e requisição cerca de 29 mil monografias, das quais 270 são galegas.
Aos seus serviços acorrem em média 83 pessoas por dia e dali saem para empréstimo cerca 520 publicações por mês, sendo que uma boa parte delas é requisitada por interessados proveniente da Galiza.
O serviço de Bibliomóvel é prestado oito vezes por mês a escolas básicas e jardins de infância do concelho, e uma delas às escolas de Tui.
Sobre a nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda
quarta-feira, dezembro 03, 2008
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda, a inaugurar dia de aniversário, a 27 de Novembro, um dos equipamentos culturais mais aguardados e que fechará o chamado “triângulo cultural” também constituído pelo Teatro Municipal da Guarda e pelo Centro de Estudos Ibéricos, promete dar novo fôlego à cultura na Guarda. O equipamento custou 1,7 milhões de euros. De realçar os cerca de três mil livros da colecção particular de Eduardo Lourenço e de alguns textos manuscritos do ensaísta que também vão integrar o espólio da nova biblioteca e que foram oferecidos pelo próprio no dia em que fez 85 anos (23 de Maio de 2008). Trata-se de um conjunto de livros que o ensaísta seleccionou de entre várias obras que lhe foram oferecidas, algumas das quais com dedicatórias e textos manuscritos, nas áreas da Filosofia, da História, das Artes e da Literatura.
Salas vão ter nome de obras de Eduardo Lourenço A nova biblioteca da cidade fica situada na Quinta do Alarcão, “paredes-meias” com a Alameda de Santo André e junto ao edifício do Centro de Estudos Ibéricos, na Rua Soeiro Viegas. O local vai assumir-se como um autêntico parque cultural e de lazer, uma vez que junta duas estruturas culturais da cidade que na sua envolvente têm uma importante mancha verde de pinheiros e azevinhos e um pequeno auditório ao ar livre, bem como vários percursos pedestres. Em suma, uma reserva de potencialidades ambientais e lúdicas que pretende estabelecer uma relação forte entre a Alameda de Santo André e as Ruas Soeiro Viegas e Alexandre Herculano. O edifício da nova biblioteca apresenta-se em dois pisos, ficando o primeiro reservado ao público mais jovem, com uma zona de leitura informal, um recanto com sofás e uma pequena sala para actividades de leitura, algumas das quais a decorrer nas tardes dos Sábados. Todos os espaços na nova biblioteca vão ter o nome de obras de Eduardo Lourenço: no caso da secção do público mais jovem, a sala será denominada de “Nós como futuro”. No mesmo piso encontramos uma sala polivalente denominada de “Tempo e poesia” que irá acolher debates, colóquios, projecções e exposições, e ainda um pequeno bar, acessível ao público. No segundo piso vão funcionar as áreas de trabalho, o sector técnico e administrativo e a secção de adultos intitulada de “A nau de Ícaro”. Esta sala está subdividida em secções de consulta de periódicos e aprendizagem à distância. A zona está equipada com computadores, contando com 32 lugares de consulta, seis dos quais com equipamento multimédia e audiovisual. Na zona da cave vão funcionar as secções de manutenção e restauro de documentos, o depósito central e a Livraria Municipal, que funcionou até à data no edifício da Câmara Municipal da Guarda. Recorde-se que esta livraria surgiu em Março de 2003 com o objectivo de proporcionar maior visibilidade aos autores e às colectividades do concelho e do distrito da Guarda com obras editadas. Poesia, prosa, ficção ou história, o leque das ofertas é variado. Com lugar na nova biblioteca, a autarquia espera que a Livraria Municipal ganhe mais projecção, tornando-se num espaço de divulgação cultural ainda mais activo, onde se podem encontrar várias edições (em forma de livros, DVDs ou CDs) de autores do Distrito, mostrando a capacidade criativa das gentes da Guarda.
Os livros Todos os livros que estavam no antigo edifício da biblioteca (Solar Teles Vasconcelos), tanto os que faziam parte da Biblioteca Municipal, como os da ex-Biblioteca Fixa nº41 da Fundação Calouste Gulbenkian, tiveram que passar por um longo processo de desinfestação e limpeza e, nalguns casos, houve mesmo que reencadernar algumas edições. Trata-se de um processo extremamente moroso e que, a par do inventário e catalogação informática de todo o espólio da Biblioteca Municipal, dificultou, e muito, a transição dos livros para a nova biblioteca da cidade. Recorde-se que a Biblioteca Municipal da Guarda tem 128 anos e um fundo muito grande de livros. Para a nova biblioteca, Ana Pessanha, a directora da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, seleccionou parte do fundo existente, que teve que ser tratado, e foram comprados livros novos. «Assim que forem sendo tratados, vão ser expostos ao público», refere a directora. «Uma das boas surpresas que tivemos com este fundo foi o riquíssimo património de jornais», refere Ana Pessanha, a trabalhar na mudança de casa desde meados Novembro de 2007. Já o estado em que os periódicos se encontravam, uma vez que a sua consulta era facultada directamente ao público, foi uma das causas de preocupação. «Em Janeiro apercebi-me que havia um problema grande com os jornais quando me desloquei à Biblioteca Nacional com alguns funcionários. O objectivo era mais o de ver como era feita a encadernação dos jornais e foi então que me apercebi que eles estavam muito mal tratados; eram fotocopiados, consultados, emprestados e o seu desgaste era enorme!», conta. Como consequência imediata, os jornais foram entregues a duas funcionárias que começaram o seu tratamento de conservação. «Logo que esse trabalho esteja concluído, os jornais serão digitalizados e será dessa forma que o público os poderá depois consultar», adianta. Nas estantes da nova biblioteca vão estar, no dia da inauguração mais de 16 mil livros. «16 mil é o número que temos até ao momento (22 de Outubro) prontos para ir para as estantes. A 27 de Novembro deverão já estar mais livros dos que estão em fase de desinfestação. Estamos também à espera de uma grande encomenda de títulos novos, que deverá chegar nos próximos dias, mas, para já, 16 mil é o número que temos», refere. Os novos livros adquiridos para a Biblioteca têm públicos muito abrangentes. «Uma biblioteca tem que ter em conta a preferência dos utilizadores. E nos últimos anos não havia a noção exacta do perfil de quem requisitava os livros e por isso apostámos num pouco de tudo: Literatura, Ginástica, Jardinagem… completámos obras, e adquirimos sobretudo temas que nos pareceram interessar às pessoas, com informação imediata, porque para os investigadores nós já tínhamos obras».
Uma biblioteca para públicos dos 8 aos 80 A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço quer apostar no público familiar. A ideia é que avós e netos ou filhos e pais possam usufruir do espaço. «Enquanto os mais velhos tomam café e lêem o jornal ou uma revista no nosso bar, as crianças que os acompanham podem deslocar-se à sala jovem “Nós como Futuro”, onde para além do contacto com as obras, as crianças podem ouvi-las na sala do conto, uma sala onde aos Sábados vamos fazer actividades de leitura», explica Ana Pessanha. A Biblioteca pretende atrair o público infantil e é mais fácil fazê-lo através da família do que através da escola, «pelo menos achamos que tem outro peso a criança vir à biblioteca com os pais ou com outros familiares», justifica a bibliotecária. O dia escolhido é o Sábado à tarde. Ana Pessanha refere que cativando as famílias é mais fácil criar hábitos de leitura nas crianças. De qualquer forma, existe já um plano de trabalho com as escolas e com os professores. Logo após a semana da inauguração, a biblioteca conta receber as crianças do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico. «A ideia é mostrar-lhes as instalações e o espaço que foi criado para elas». Por outro lado, a Biblioteca Eduardo Lourenço endereçou um convite às escolas para que os estabelecimentos de ensino dos 2º e 3º ciclos elaborassem um horário de visita ao espaço, estando previstas depois várias actividades de leitura que decorrerão no 2º período lectivo. Para já, esta actividade envolve mais de 30 professores e prevê a visita ao espaço na hora do estudo acompanhado dos alunos. «Queremos envolver os professores em todas as actividades a realizar e por isso antes de iniciar a série de visitas está prevista uma reunião. Sabemos que os grupos e os interesses de cada turma são diferentes e por isso queremos falar com os professores antes». Nestas actividades, para além da visita ao espaço, está prevista também formação do utilizador. «Queremos mostrar-lhes como podem utilizar o espaço e chegar à informação», explica a directora da biblioteca.
O Cartão de leitor e os vários suportes de informação Logo após a abertura, a nova biblioteca vai proceder à edição de novos cartões de leitor. Cada utilizador passará a ter os seus dados processados em formato digital numa ficha com toda a informação necessária. Após o preenchimento desses dados é editado o cartão e é-lhe atribuído um número, que dará acesso à requisição de livros na biblioteca, sendo o serviço totalmente gratuito. Cada leitor pode requisitar três livros de cada vez. Quanto ao prazo de entrega, ainda não está definido, mas a directora explica que logo que é feita a requisição «é entregue um talão com o livro, onde estará definida a data de entrega, para a pessoa não se esquecer de o devolver». A par de livros, DVDs, CDs e jornais, a biblioteca vai ter também outros suportes informativos como é o caso da fotografia. Neste novo espaço cultural ficará organizado o arquivo fotográfico da cidade, acessível em formato digital a partir dos postos de informação dos computadores. «Se um utilizador fizer uma pesquisa na nossa base de dados sobre toponímia, para além de livros, ou artigos de jornal, de um ficheiro de áudio ou vídeo, poderá também encontrar fotografias sobre o mesmo tema», explica Ana Pessanha. Expectante em relação ao número de pessoas a utilizar o espaço da nova biblioteca nos próximos meses, Ana Pessanha diz que o maior objectivo é cativar público. «Queremos ter o maior número de pessoas possível a visitar o espaço. Por outro lado, há ainda muito trabalho a fazer na inventariação, catalogação e no tratamento de informação, e é também nisso que vamos trabalhar nos próximos tempos».
A Directora da Biblioteca Há 29 anos a trabalhar em bibliotecas, Ana Pessanha passou pela Comissão de Coordenação da Região Centro, em Coimbra, a sua cidade natal, e esteve na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu. É licenciada em História, com especialização em Arqueologia na Universidade de Coimbra. Depois, pós-graduou-se em Ciências Documentais (de Biblioteca e Arquivo) na mesma Universidade e mais tarde tirou o Mestrado em Ciências Sociais – Território, Identidades e Património pelo ISCTE, com a tese A biblioteca escolar nas novas práticas educativas face à sociedade de informação: um estudo empírico no concelho de Viseu. Em fase de elaboração da tese está o Doutoramento em “Metodologia y Líneas de Investigación en Biblioteconomia y Documentación”, na Universidade de Salamanca. Na Guarda há um ano, Ana Pessanha explica que encarou o projecto da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço como um projecto aliciante. «Gosto de fazer coisas novas, gosto de apostas difíceis e sobretudo de desafios», refere. Por outro lado, a possibilidade de trabalhar com o público infantil era algo que há muito queria fazer. «Sempre quis trabalhar com uma biblioteca que tivesse secção infantil. Estive sempre em bibliotecas que não me deram essa possibilidade, todas ligadas ao Ensino Superior, que o público era “obrigado” a frequentar. Esta parte de cativar o público e de ter uma secção infantil era algo que eu perseguia há muito tempo e quem me conhece sabe disso», explica.
A nova biblioteca segundos os arquitectos José Gomes Fernandes e Pedro Gomes Fernandes, autores do Projecto:
1. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço localiza-se na Quinta do Alarcão, espaço verde com elevadas potencialidades ambientais e lúdicas e que comporta ainda o edifício do Centro de Estudos Ibéricos e um auditório de ar livre, valências complementares deste Parque Cultural e de Lazer. 2. A nova Biblioteca perpetua-se no nome de um grande pensador contemporâneo da cultura portuguesa, Professor Eduardo Lourenço, natural do distrito da Guarda e que à terra de origem doou o melhor do seu espólio de produção intelectual e cultural, que será acolhido nesta Instituição. 3. O conjunto de valências culturais centrado na Biblioteca Eduardo Lourenço gera uma teoria de percursos e acessos ao parque envolvente de funcionalidade múltipla, com apropriação dos espaços de lazer e descanso voltados para a leitura e contemplação da Natureza e uma relação funcional em que o livro se assume como pivot de dinamização de uma nova centralidade urbana. 4. O novo edifício desenvolve-se em dois pisos acima da cota de acesso de peões: O primeiro (r/chão), destinado à “secção infantil” da biblioteca, átrio de acesso, acolhimento e informação e sala polivalente, por seu lado de ligação também directa ao exterior, e ainda prumada vertical de acessos (escada e ascensor/monta-cargas) e instalações sanitárias. Contempla ainda uma pequena cafetaria ligada ao acesso. O segundo (1º andar), destinado à “secção de adultos”, com acesso pela prumada vertical de escada e ascensor/monta-cargas, contempla zonas de trabalho e de gestão técnico-administrativa e biblioteca de adultos com “um espaço único dividido por mobiliário” para definição das diversas zonas: consulta de periódicos; serviços de referência e informação à comunidade; auto-formação e aprendizagem à distância; empréstimo; consulta local e consulta de audiovisuais. Contempla ainda instalações sanitárias de público e pessoal. Na cave, com acesso pela plataforma inferior de serviço, localizam-se os “Serviços Internos”, com zonas de: Recepção/manutenção de documentos; depósito central; pessoal; cais de carga/descarga da biblioteca itinerante; Instalações sanitárias e arrumos. 5. A solução estrutural e construtiva valoriza o granito da região como material nobre, de fácil manutenção e elevado rigor estético, integrando os muros existentes como elementos de forte marcação urbana e arquitectónica. O betão aparente e os perfis metálicos de suporte e marcação de vãos são materiais construtivos encontrados para completar a opção arquitectónica adoptada. O edifício está dotado de todas as redes técnicas de infra-estruturas necessárias à melhor e mais moderna funcionalidade. 6. A solução arquitectónica respeita os princípios orientadores do “concurso de ideias” que levou o júri, na altura, a atribuir-lhe o “Primeiro prémio”, sendo a integração urbana da obra, no conjunto das três valências, conseguia no rigoroso respeito e valorização do parque verde existente e das suas valiosas e protegidas espécies arbóreas. A relação da obra com “o sítio”, princípio orientador da formulação da “ideia” inicial, pode considerar-se como um objectivo que o novo equipamento cultural alcançou e que as futuras vivências funcionais irão confirmar. 7. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço é um equipamento com potencial transformador de mentalidades e comportamentos e gerador de condições para um mais sustentado exercício de afirmação cívica e de cidadania dos egitanenses com a sua histórica cidade. A cultura do livro e da leitura como exercício de consolidação dos direitos e deveres de cidadania exige um comprometimento colectivo entre a autarquia e os cidadãos, que passa pela concretização de equipamentos deste nível mas só alcança os resultados desejados no modo e empenho com que os mesmos são desfrutados e merecedores do carinho e afecto por parte dos seus utilizadores. A obra de arquitectura é só um suporte gerador de maiores e melhores vivências individuais e colectivas e, colocada ao serviço dos cidadãos, no caso de obra pública como esta, terá razão e justificativo em função da capacidade e interesse destes no seu uso e apropriação.
Fonte do texto e fotos : Câmara Municipal da Guarda - 21-11-2008
"A cerimónia de inauguração que teve início às 15 horas contou com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, decorrendo em simultâneo a inauguração do espaço envolvente da biblioteca.
A nova biblioteca, do tipo BM2, localizada no centro da cidade, junto ao castelo, na margem direita do rio Almonda, é constituído por três pisos. Compreende uma sala de leitura geral, sala infanto-juvenil, sala de conto, mediateca, fundo local, espaços de convívio e de apoio ao leitor e vários gabinetes técnicos e administrativos. Acolhe ainda o arquivo municipal e um auditório com capacidade para cem pessoas.
A candidatura de Torres Novas à construção da nova biblioteca no âmbito do programa do Ministério da Cultura, teve aprovação no ano 1999. Desde o seu início a funcionar em instalações precárias e desadequadas, este projecto visava edificar instalações dignas para o trabalho estruturante na área cultural, a que a Câmara Municipal se propunha. O prazo necessário para a conclusão e inauguração da obra foi estimado no ano de 2000 em cinco anos. Tratava-se então de um investimento orçado em meio milhão de contos, e que teria um financiamento estatal na ordem dos 50 por cento. O edificio integral englobando a biblioteca, o arquivo municpal e o auditório possui uma área útil de 3200 metros quadrados e representa um investimento de 2,5 milhões de euros.
A biblioteca recebeu o nome de Gustavo Bivar Pinto Lopes, em homenagem ao fundador da primeira biblioteca-museu de Torres Novas, inaugurada em 1937." Esta biblioteca é a 172ª biblioteca da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai disponibilizar Biblioteca Digital sobre a fauna e flora portuguesa
terça-feira, novembro 25, 2008
Acabaram-se as desculpas para não conhecer a biodiversidade do país. A partir de qualquer local e em qualquer altura vai ser possível ler, gratuitamente, os 1500 documentos que o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) está a digitalizar e a colocar na Internet, com mais de 30 anos de informação sobre plantas, animais e áreas protegidas.
Paula Abreu, coordenadora do projecto, conta ter disponíveis, pelo menos, 500 relatórios e publicações até ao final do ano. Hoje ainda só estão acessíveis documentos sobre o Parque Nacional Peneda-Gerês e o Parque Natural de Montesinho. Na Biblioteca digital, organizada em áreas geográficas e áreas temáticas, já se pode ler sobre os cogumelos e a floresta natural da Peneda-Gerês, a vegetação do Rio Sabor e os moinhos de água de Vinhais, sobre o gato-bravo, o lobo, a lontra e os morcegos de Montesinho.
«É um trabalho muito exigente, tem de ser feito aos poucos», contou Paula Abreu. São 30 anos de trabalho na área da conservação da natureza, desde os antepassados do ICNB, como o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico (SNPRPP, criado em 1975), o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza (SNPRCN, 1983) e o Instituto de Conservação da Natureza (ICN, 1993).
Em 2006, o ICNB começou a visitar as 25 áreas protegidas do país e a estudar o seu arquivo central em Lisboa para reunir documentação dispersa. Muita informação apenas existia nas sedes de parques e reservas espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo iniciou a digitalização de documentos produzidos ou promovidos pelo instituto.
«Há pessoas que nos pedem informação sobre aspectos específicos das áreas protegidas, mas são as plantas ameaçadas e plantas aromáticas as mais procuradas», comentou a bióloga Paula Abreu.
A ideia surgiu quando o ICNB passou a ter de enviar muita da documentação por correio electrónico a pessoas que não se podiam deslocar ao centro de documentação do ICNB, em Lisboa, ou que não tinham disponibilidade para ir às várias áreas protegidas procurar o que pretendiam.
Hoje, o centro de documentação está fechado ao público. «Está em reestruturação. Estamos a fazer um levantamento e a sistematizar a informação. Mas o que posso dizer é que vai ficar disponível, como complemento ao online», explicou.
Quando tiver boa parte dos seus documentos digitalizados, a Biblioteca digital pretende ainda solicitar a autorização a várias entidades para disponibilizar algumas obras históricas de referência. O ICNB já está «de olho» em duas: a “Expedição científica à serra da Estrela”, publicada em 1891 pela Sociedade da Geografia de Lisboa, e o livro “The Birds of Portugal”, do ornitólogo William Tait, de 1924. «Obras como estas são importantes ainda hoje, nomeadamente para conseguirmos saber como foi a evolução de determinada espécie ou área protegida. Tem interesse para a gestão», salientou.
Outra mais-valia que Paula Abreu lembrou é que «existem alguns estudos da década de 80 sobre muitas áreas protegidas que já estão esgotados».
Para o futuro, a biblioteca digital vai permitir a pesquisa por palavra-chave.
Google publica arquivo fotográfico da 'Life' com mais de 10 milhões de fotografias
segunda-feira, novembro 24, 2008
O Googlee a'Life' estabeleceram um acordo que tem como principal objectivo disponibilizar online mais de dez milhões de fotografias dos arquivos da reputada revista norte-americana. Estas imagens, captadas pormuitos dos maiores fotojornalistas do século XX, tais como Margaret Bourke-White, Robert Capa, Alfred Eisenstaedt, Lee Miler, W. Eugene Smith, Gordon Parks, ou Dorothea Lange, ilustram marcantes momentos na história do século XX. Cerca de 97% das fotografias que serão colocadas online nunca foram publicadas.
Foto da série "Migrant Mother" - Março 1936 - Nipomo, Califórnia Margaret Bourke-White
No momento apenas 20% das fotos estão digitalizadas, sendo pesquisáveis através do motor de pesquisa de imagens do Google mas nos próximos meses muitas outras ficarão online.
Gee'S Bend, Alabama, EUA - Abril de 1937 Arthur Rothstein
A revista Life foi fundada em 4 de Janeiro de 1883 por John Ames Mitchell e editada semanalmente pela Life Publishing Company. Henry Luce (fundador da Time Magazine e da Fortune) comprou em 1936 esta revista, com o propósito de deter o copright do nome. Luce alterou alterou radicalmente o formato e conteúdo da revista. Se até aí a revista Life era conhecida por ser uma revista humorística e de crítica de teatro e cinema, a partir de 1936 passou a ser fundamentalmente uma revista de fotojornalismo, sendo a primeira revista americana de fotografia. Seguia o ditame "Uma imagem vale por mil palavras". A sua sede era em Nova Iorque.
Judeus no campo de concentração de Buchenwald, Weimar, Alemanha - Abril de 1945 H. Miller
Henry Luce pareceu ter acertado em cheio no ano de aquisição, 1936, no auge da Grande Depressão e quando na Europa tudo se parecia encaminhar cada vez mais para uma Grande Guerra. O 1º número da nova revista em 23 de Novembro de 1936 contou logo com uma fotoreportagem da genial Margaret Bourke-White. A publicação periódica do Life Magazine terminou com a edição de Maio de 2000. De 1936 até 1972 teve uma periocidade semanal, de 1972 a 1978 foi publicada em números especiais com uma periocidade variável, e de 1978 a 2000 passou a ter uma periocidade mensal. De 2004 a 2007 ainda foi publicada como um suplemento semanal em alguns jornais de referência americanos.
Duante várias décadas, desde 1936 a Life foi a revista da categoria de informação/notícias mais vendida nos EUA e chegou a vender em muitas semanas mais de 10 milhões de cópias.
Uma caravana de Sikhs migram para o leste do Punjab, a India - Outubro 1947 Margaret Bourke-White
Excesso de tráfego no dia de abertura leva Biblioteca digital Europeana a ficar offline até Dezembro
sábado, novembro 22, 2008
A biblioteca digital Europeana, aberta ao público na quinta-feira, dia 20 de Novembro, pela União Europeia, foi fechada menos de 24 horas depois, devido à «excessiva popularidade». O site só deve voltar a funcionar em Dezembro. «Daremos o nosso máximo para reabrir a Europeana, numa versão mais robusta, o mais depressa possível», dizem os administradores do portal.
A «triste decisão» de fechar a Europeana foi tomada na tarde quinta-feira, quando o tráfego chegou aos 20 milhões de cliques por hora, explicou um porta-voz da Comissão Européia. «A procura foi demasiada, a Europeana não estava preparada» Os criadores da Europeana tinham previsto um tráfego de cinco milhões de visitantes por hora.
Estrutura Esta biblioteca virtual, que pretende ser a resposta europeia ao Google, conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-membros da UE.
Acessível, em todas as línguas do bloco, a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de mil organizações culturais de toda a Europa, incluindo museus, como o Louvre, de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções.
«Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções», disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
A comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, pediu «às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital». Fonte: Agência Lusa - 21-11-008
Europeana: Biblioteca digital europeia será inaugurada dia 20 de Novembro e disponibilizará mais de dois milhões de documentos
terça-feira, novembro 18, 2008
Com mais de dois milhões de documentos disponíveis, a Europeana - Biblioteca Digital Europeia será lançada quinta-feira, 20 de Novembro, confirmou Viviane Reding, Comissária Europeia da Sociedade da Informação e Media. Disponível em 21 idiomas, o site europeana.eu vai disponibilizar mais de dois milhões de documentos digitalizados para o seu lançamento. Somente a França irá contribuir com 52 por cento de obras disponíveis. «É uma colaboração sem precedentes entre as várias centenas de instituições culturais da União Europeia. A meta é atingir, ou ultrapassar são 10 milhões de objectos culturais até 2010», disse a mesma responsável.
No entanto, apenas 1 por cento do conteúdo das bibliotecas nacionais na Europa está digitalizado. Esta percentagem deverá aumentar para 4 por cento até 2012.
«Europeana» irá permitir o acesso a obras da literatura francesa (manuscritos de Zola, Balzac), a reprodução digital de um Rembrandt auto autenticado pelo Rjiksmuseum em Amesterdão, mapas presentes nas bibliotecas eslovacas ou partituras musicais húngaras. Allberga documentos digitais, entre livros, jornais, publicações periódicas, manuscritos, fotos, filmes, pinturas e registos sonoros, seleccionados nas colecções digitalizadas e disponíveis nos museus, bibliotecas, arquivos e colecções audiovisuais de toda a Europa.